Como Warcraft já se tornou o melhor filme baseado em games de todos?

Dois
mundos, um território, uma paixão

Existe
um conceito equivocado em Hollywood, do qual diz que adaptações para o cinema de vídeo-games
tendem ao fracasso por eles não possuírem a ferramenta da interação com os games.
Bobagem. A diferença entre um filme bom e um ruim sempre está atrelado ao
carinho e atenção que seus executores tem para com a obra principal e com a
qualidade que ele quer dar ao produto final. Warcraft, com um trailer, mostrou
isso.

Claro que já tivemos casos de gamers que
realizaram adaptações para a telona de seus jogos favoritos. Talvez, os casos
mais famosos sejam: “Uwe Boll”, o alemão que herdou o título de Ed Wood de pior
diretor de todos os tempos, graças a pérolas no nível de “Alone in the Dark” e “BloodRayne”, e o não tão ruim, mas ainda assim péssimo, Paul W. S. Anderson com seu assassinato lento e cruel de Resident Evil.

As obras realizadas por estes
elementos são obviamente exemplos de como NÃO se fazer apenas adaptações,
mas filmes em geral. E eis que uma esperança surge…

A Blizzard (muito conhecida pela
qualidade do roteiro de seus jogos, todos eles com uma mitologia riquíssima e
intrincada) anunciou que iriam adaptar um de seus maiores clássicos, a saga “Warcraft” e “World of Warcraft”, para os cinemas. Rapidamente, foi anunciado para a
direção o talentoso Sam Raimi, diretor da melhor adaptação de filmes de
super-heróis até então (Homem-Aranha 2). Com ele, que se disse fã da saga desde
sempre (com todo aquele papo de que todos nós gostamos de ouvir), a fagulha da
esperança surgiu.

Porém, nós ainda não estávamos preparados para o filme, e este acabou indo parar na geladeira. Então, eis que surge um herói, praticamente um
paladino, lançando seus buffs sobre
os fãs e nos convencendo de que este filme, se acontecesse, seria sim algo
maravilhoso, espetacular e envolvente como o jogo. Dono da melhor Sci-fi dos
anos 2000, Lunar (Moon), ele acabou sendo contratado para reinar absoluto em
Azeroth e trazer este mundo para nós. E houve o silêncio…

A medida que artes conceituais e os
primeiros cartazes foram sendo lançados, uma coisa ficou clara: eles realmente
trouxeram o game para o live action. 

Parte do marketing (inclusive, está sendo
focado nisto!) mostrando machados e martelos gigantes, escudos da horda e da aliança que são idênticos aos originais, e um vídeo mostrando Stormwind… eis que surge o
trailer. E que trailer!!!


Pode ser que “Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos” seja tão ruim quanto seu subtítulo, mas ele permanecerá
sempre como o filme que mostrou a Hollywood ter sim a capacidade de adaptar jogos com
qualidade. E que agora venham muito mais por aí… “Assassins Creed”, “Splinter Cell”, “The Last of Us”, “Uncharted”, e por que não “Where in the World is Carmen Sandiego”, “Golden Axe” dentre outros clássicos? O céu é o limite!!

E quem sabe não aparece um elfo noturno
caçador com um tigre de pet para me lembrar do meu querido char Wrathelis?

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