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7 Letras lança livro sobre mulheres na música

São pouquíssimas as referências sobre a participação de mulheres negras na música erudita brasileira ao longo da História. Partindo de uma pesquisa rigorosa, Sérgio Bittencourt-Sampaio em Negras Líricas: duas intérpretes negras brasileiras na música de concerto, livro publicado pela 7 Letras, analisa a carreira de duas intérpretes negras de raro sucesso nessa área tão elitista: Joaquina Maria da Conceição Lapa (Lapinha) e Camila Maria da Conceição.

Joaquina Maria da Conceição Lapa, a Lapinha, nasceu em Minas Gerais. Ela começou atuar em óperas no Rio de Janeiro na década de 1780, viajando para a Europa e se tornando uma das brasileiras mais reconhecidas de seu tempo.

Essas duas precursoras, distanciadas por exatamente um século, foram mulheres de notável determinação e obtiveram amplo reconhecimento – um belo exemplo de como a presença feminina negra foi capaz de se impor, através do talento, em meio a uma sociedade escravagista e patriarcal, vencendo um duplo preconceito: o de cor e o de gênero.

Camila Maria da Conceição, cantora e lírica intérprete de óperas. nasceu em 1873, filha de escravos de uma família abastada, (primos de Carlos Laet) nasceu liberta pela lei do Ventre Livre. Se formando em canto com distinção. Entre 1894 a 1902 foi uma das cantoras líricas mais destacadas do Rio de Janeiro. Em 1925 foi uma das fundadoras da Academia Brasileira de Música , faleceu em 1936

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